COSEMS/CE Participa de Debate da APRECE Sobre Retomada Presencial das Aulas

O trabalho coletivo e intersetorial das áreas de gestão e da sociedade civil foi o caminho destacado para solucionar Os Desafios nos municípios para o retorno às aulas presenciais. Esse foi o tema de mais uma edição do Quinta com Debate, o encontro virtual realizado semanalmente pela Aprece. Junto a autoridades do campo da educação, a presidente do COSEMS/CE, Sayonara Cidade, participou do debate.

Iniciando o encontro, Mariza Abreu, Consultora em Educação na Confederação Nacional de Municípios (CNM), pontuou estratégias adotadas pelo Governo Federal após a suspensão das aulas presenciais no país, em março, mas explicou que a retomada dessas aulas apresenta um desafio ainda maior que a paralisação, principalmente para gestores estaduais e municipais. “Por onde começar esse processo? Alguns estados querem começar a retomada pelo ensino médio, outros pelo ensino infantil. Como funcionaria? Rodízio de alunos, turmas alternadas? São decisões locais e que não são fáceis. Até as estruturas das escolas terão de ser repensadas” explicou a Consultora.

Luíza Aurélia Teixeira, Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Estado do Ceará (Undime/CE), deu sequência ao encontro relembrando que após a suspensão das aulas presenciais, mesmo com muitas dificuldades, foi dado início a um amplo trabalho de orientação aos municípios sobre como tratar a nova realidade de ensino. “Fazer educação no Brasil nunca foi fácil. Com a pandemia, a sociedade pôde evidenciar o que nós educadores já sabíamos: as desigualdades sociais e financeiras que dificultam o trabalho. Mesmo assim, começamos a pensar em soluções”, disse Luíza.

O auxílio na adaptação dos municípios só foi possível por meio de um trabalho colaborativo, garante a presidente da Undime/CE. “Desde o início trabalhamos com notas técnicas e orientações. Hoje, cem por cento dos municípios cearenses ofertam atividades letivas não presenciais utilizando diferentes mecanismos, subsidiados pela Secretaria da Educação do Estado. O Governo do Ceará também construiu um guia de referência para a retomada das aulas, com participação de gestores, órgãos da educação e da saúde, representantes de todas as regionais e sociedade civil. A retomada pressupõe um trabalho intersetorial muito grande, principalmente da saúde, pois depende das condições sanitárias dos municípios e dos territórios”, destacou.

E foi para destacar o papel da saúde como norte para definir os rumos da discussão sobre a retomada das aulas, que a presidente do COSEMS/CE, Sayonara Cidade, entrou no debate. Para Sayonara, “A questão do retorno as escolas não é a única pressão sofrida por gestores, que convivem também com solicitações de retomada de outros setores. Porém, o que vale para guiar as decisões de quando retornar determinadas atividades, são a análise sanitária e a observação de três indicadores de saúde nos municípios: o número de óbitos, a taxa de ocupação hospitalar e a taxa de letalidade. Esses indicadores precisam ser levados em consideração para que exista retomada em qualquer área, não só na escolar”.

Finalizando a discussão, Sayonara também prezou pela cooperação entre setores para vencer esse desafio. “Retomar as aulas presenciais não significa que teremos alunos de volta as salas imediatamente. Porque os pais precisam ser convencidos de que os riscos para seus filhos foram minimizados, que está sendo feito um trabalho para isso. Estamos falando de uma relação extremamente importante, então os setores da saúde e da educação precisam ter responsabilidade para criar uma relação de confiança com esses pais. É um trabalho onde tem que haver muito cuidado, ser bem discutido”, disse a presidente do COSEMS/CE.

Acesse a live na íntegra pelo Link: https://youtu.be/fxAGKjLEN4k


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